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Por volta da meia-noite do dia 17 de Setembro de 1998, os investigadores que trabalhavam no Projecto Phoenix do SETI captaram algo estranho. Escutavam através do radiotelescópio de Arecibo, cuja antena tem 250 metros, e o sinal parecia vir da estrela catalogada como 4079, mais conhecida por EQ Pegaso. É uma estrela da classe M, muito semelhante ao nosso Sol, a cerca de 21 anos-luz de distância.

Os dois investigadores, Sett e Jill, varriam o céu em passos de 20 MHz a cada quatro minutos até atingirem a frequência dos 1210 MHz. Nesse momento encontraram um “batimento rítmico”. Começaram logo a gravá-lo, e já tinham iniciado a tentativa de o descodificar.

De todos os sistemas planetários estudados até agora, aquele que foi designado por 51 Pegaso b parece ser um dos candidatos mais próximos que poderá albergar vida inteligente. Situa-se a apenas 0,05 unidades astronómicas da sua estrela, pelo que é atingido por radiações intensas. É um gigante, com cerca de metade do volume de Júpiter. Há quem defenda que, dada a sua massa, poderá ser um planeta gasoso muito semelhante a Saturno. O que mais intriga e divide as pessoas é saber como é que um mundo tão próximo do seu sol poderá sequer reter uma atmosfera. Outros acreditam que poderá assemelhar-se a Io, lua de Júpiter, com violenta actividade vulcânica.

Depois, em finais de Setembro, o furacão Georges passou sobre a ilha de Porto Rico e danificou a antena de Arecibo. A recepção de qualquer sinal vindo do espaço ficou suspensa. A equipa de investigação só conseguiu recomeçar em Março de 1999, com um novo espelho reflector de 305 metros.
Tudo isto foi, durante algum tempo, classificado como TOP SECRET. O mundo veio a sabê-lo graças a um investigador privado chamado Paul Dore. Mas, pouco depois de ter tornado tudo público no seu site, foi detido por três agentes do Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos, a NSA, que chegaram no tipo de veículos que seria de esperar: sedans pretos.

Nunca mais foi visto. Numa conferência de imprensa em Londres, antes de desaparecer, Paul Dore tinha apresentado documentos que, segundo ele, comprovavam a detecção de sinais de origem não terrestre, enviados por seres inteligentes.
Hoje o seu site mostra apenas isto: imagens invertidas das bandeiras dos Estados Unidos, das Nações Unidas e da Terra, e, no canto inferior esquerdo, as letras RCH.
