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LightCraft

Terá a forma de um disco achatado. Será quase silenciosa e atingirá velocidades enormes. Parece tirado de um filme de ficção científica, mas não é. É um dos próprios projectos da NASA, chamado LightCraft, um veículo cuja propulsão funciona a micro-ondas. Sim, micro-ondas, as mesmas que já usamos para aquecer a comida. Os estudantes do Instituto Politécnico Rensselaer, liderados pelo professor Leik Myrabo, encontraram esta nova maneira de voar sem levar combustível nenhum.

Os responsáveis dizem que escolheram este desenho apenas porque é o que funciona melhor com o sistema de propulsão que desenvolveram, e fazem questão de sublinhar que qualquer semelhança entre o projecto e os Ovnis é pura coincidência.

A LightCraft

Começou como um protótipo construído há anos, com 25 gramas, impulsionado por um laser infravermelho de 10 quilowatts, no Centro de Mísseis de White Sands, no Novo México. A nave completa terá um grande reflector parabólico para captar a energia vinda do espaço, será contornada por dois anéis magnéticos supercondutores e levará uma série de motores iónicos com células solares. Os motores iónicos são o fruto de décadas de trabalho sobre propulsão eléctrica no espaço, uma ideia que remonta a cinquenta anos atrás, a Wernher von Braun, pai dos foguetes V-2 alemães, que começou a carreira na propulsão química.

Ao accionar o transmissor de micro-ondas, a nave assume vinte e cinco vezes a velocidade do som e desaparece da vista em segundos. As micro-ondas aquecem o ar de um dos lados do veículo, empurrando-o para a frente com uma força imensa. Os cientistas da NASA acreditam que o primeiro protótipo poderá estar pronto no início do século XXI: vinte metros de diâmetro, capaz de levar doze pessoas, alimentado da superfície da Terra até à Lua por luz solar captada em órbita e convertida em micro-ondas. Com a LightCraft, a viagem à Lua demoraria cerca de cinco horas. Os voos comerciais para a Lua talvez não estejam assim tão longe.

A tripulação viajaria em tubos cheios de líquido, para suportar as forças

A tripulação teria de viajar em tubos cheios de líquido para suportar as forças esmagadoras daquela velocidade. Outra hipótese, já em desenvolvimento nalguns centros de investigação da Força Aérea dos Estados Unidos, é a de poderem respirar um fluido oxigenado que lhes protegesse os pulmões.

Apesar de toda a insistência da NASA em negar qualquer ligação entre a LightCraft e os discos voadores, a revelação agitou os ufólogos, que afirmam há anos que mais do que um disco extraterrestre caiu na Terra e foi levado, destroços e ocupantes ainda vivos, para bases militares secretas, e estudado durante muito tempo. Melhor prato não lhes podia ter sido servido.

Por isso, aqui fica o que pergunto de facto. Terão sido os cientistas da NASA a imaginar este desenho sozinhos, ou limitaram-se a ir buscar a ideia a algo que já cá estava? (Ver Roswell.)

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